Energizar um transformador novo (ou recém-reformado) sem medir descargas parciais (DP) é assumir risco evitável. O comissionamento — da aceitação em fábrica (FAT) à aceitação em campo (SAT) — incorpora a medição de DP, geralmente associada ao ensaio de tensão induzida da IEC 60076-3, para validar a integridade da isolação e estabelecer uma linha de base. Este artigo detalha esse processo.
Por Raphael Leite Menezes Santos — Especialista em Sistema Elétrico de Potência · Tecnvolt Engenharia (Recife/PE)

Resumo. Apresenta-se o papel da medição de DP no comissionamento de transformadores: o ensaio de tensão induzida com medição de DP no FAT (IEC 60076-3), os cuidados de transporte e montagem, a repetição no SAT, a importância da linha de base e a comparação fábrica × campo.
A medição de DP acompanha o transformador em várias etapas: no FAT (Factory Acceptance Test), como parte do ensaio dielétrico de aceitação; após transporte e montagem, no SAT (Site Acceptance Test), para confirmar que nada foi comprometido; e, a partir daí, na operação monitorada. Cada etapa contribui para reduzir o risco de uma falha precoce após a energização.

No FAT, a medição de DP costuma ser realizada durante o ensaio de tensão induzida previsto na IEC 60076-3. Aplica-se um perfil de tensão (elevação a um nível de pré-solicitação por tempo curto, redução a um patamar de medição relacionado à tensão de operação, e posterior redução), registrando a carga aparente em pC ao longo do tempo. Verifica-se se a DP no patamar especificado está abaixo do critério e, sobretudo, se não cresce durante a aplicação. Os níveis e tempos exatos são definidos pela norma e pela especificação.
O transporte e a montagem (içamento, conexão de buchas, enchimento e tratamento do óleo, secagem) podem introduzir defeitos: bolhas, umidade, partículas, deslocamentos. O SAT repete a medição de DP no local, validando o transformador como instalado. O ambiente de campo é mais ruidoso que a fábrica, exigindo calibração cuidadosa, registro de ruído de fundo e técnicas de discriminação.

Na fábrica, ambiente controlado, fonte dedicada e baixo ruído permitem alta sensibilidade — ideal para a referência. No campo, recursos adaptados e maior ruído exigem técnica. O objetivo do SAT não é repetir integralmente o FAT, mas confirmar que o ativo chegou íntegro e comparar com a referência de fábrica.
Vai energizar um transformador novo? A Tecnvolt executa o SAT com ensaio de DP.
Falar com um especialista no WhatsAppO maior legado do comissionamento não é apenas o “aprovado”, mas a linha de base de DP: um registro confiável (carga aparente, DIV/DEV, PRPD) do transformador no início da vida. Com ela, cada medição futura vira uma comparação — a atividade cresceu? O padrão mudou? Sem referência, uma leitura isolada anos depois fica sem contexto. Documentar bem o comissionamento é investir em toda a vida do transformador.
A Tecnvolt, empresa de engenharia elétrica de Recife/PE com atuação no Nordeste, executa o ensaio de DP em campo (SAT), registra a linha de base e compara com a referência de fábrica quando disponível, conforme IEC 60076-3, IEC 60270 e IEEE C57.113, entregando relatório que documenta a liberação do transformador para operação.
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Agendar um diagnóstico elétricoTipicamente durante o ensaio de tensão induzida da IEC 60076-3, com perfil de pré-solicitação e patamar de medição, registrando carga aparente e DIV/DEV.
Porque transporte e montagem podem introduzir defeitos. O SAT valida o transformador como instalado e compara com a referência de fábrica.
Ela dá contexto às medições futuras: permite avaliar tendência (crescimento de pC, mudança de PRPD) em vez de interpretar um valor isolado.
Sim, com calibração, registro de ruído de fundo e técnicas de discriminação adequadas, apesar do ambiente mais ruidoso.
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