No diagnóstico de transformadores, a análise de gases dissolvidos (DGA) e a medição de descargas parciais (DP) são frequentemente tratadas como alternativas. Tecnicamente, são complementares: a DGA detecta os subprodutos gasosos das falhas incipientes, enquanto a medição de DP capta diretamente a atividade elétrica. Este artigo mostra como integrá-las, à luz da IEC 60599 e da IEEE C57.104.
Por Raphael Leite Menezes Santos — Especialista em Sistema Elétrico de Potência · Tecnvolt Engenharia (Recife/PE)

Resumo. Apresenta-se a DGA (gases-chave, métodos de interpretação como razões de Rogers e triângulo de Duval, normas IEC 60599 e IEEE C57.104), explica-se a associação entre certos gases e a atividade de DP, e demonstra-se por que a medição direta de DP confirma, quantifica e localiza o que a DGA sinaliza de forma indireta.
Falhas térmicas e elétricas em transformadores decompõem o óleo e a celulose, liberando gases dissolvidos no óleo. A DGA quantifica esses gases — hidrogênio (H2), metano, etano, etileno, acetileno, monóxido e dióxido de carbono, entre outros. A proporção entre eles caracteriza o tipo de falha. Os métodos clássicos de interpretação incluem as razões de Rogers, as relações da IEC 60599 e o triângulo de Duval; nos EUA, a IEEE C57.104 orienta limites e tendências.
Falhas de baixa energia, como a descarga parcial, tendem a produzir predominantemente hidrogênio, com pouco ou nenhum acetileno (este último associado a arcos de alta energia). No triângulo de Duval, por exemplo, há uma região associada a descargas parciais. Portanto, um aumento sustentado de H2, com perfil compatível, é um forte indício de atividade de DP — mas é um indício indireto: a DGA infere o fenômeno pelos seus efeitos químicos.

A DGA tem grandes virtudes — é de coleta relativamente simples, integra a atividade ao longo do tempo e detecta diversos tipos de falha. Mas ela não diz onde ocorre o problema nem confirma, sozinha, que o gás vem de DP (gases têm outras origens). A medição direta de DP confirma a existência da descarga, quantifica a severidade (pC, PRPD) e, com métodos acústico/UHF, ajuda a localizar a fonte.

Seu DGA acusou hidrogênio e você quer confirmar? A Tecnvolt mede e localiza a DP.
Falar com um especialista no WhatsAppUm fluxo robusto costuma ser: a DGA de rotina sinaliza (por exemplo, tendência crescente de H2); a medição de DP é então acionada para confirmar, quantificar e caracterizar (PRPD) a atividade; os métodos de localização apontam a região; e o conjunto, somado a tangente delta, fator de potência das buchas, resistência de isolamento e termografia, sustenta a decisão de manter, monitorar ou intervir. Nenhuma técnica isolada decide.
A Tecnvolt, empresa de engenharia elétrica de Recife/PE com atuação no Nordeste, integra a medição de DP ao histórico de DGA e aos demais ensaios, confirmando e quantificando o que os gases sinalizam e localizando a fonte, e entrega um relatório que reúne as evidências e recomenda a ação proporcional ao risco.
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Agendar um diagnóstico elétricoFalhas de baixa energia como a DP tendem a produzir predominantemente hidrogênio, com pouco acetileno. É um indício indireto que a medição direta de DP confirma.
Não. Ela sinaliza que algo ocorre; a localização vem da medição de DP com métodos acústico/UHF.
Razões de Rogers, relações da IEC 60599 e triângulo de Duval, com limites e tendências orientados pela IEEE C57.104.
Em ativos críticos, sim. DGA e DP se reforçam: indireto + direto reduzem a incerteza do diagnóstico.
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