O ensaio VLF admite duas formas de onda padrão a 0,1 Hz: a senoidal e a cosseno-retangular. A escolha não é estética — afeta o estresse imposto à isolação, o tamanho do equipamento e, principalmente, a compatibilidade com o diagnóstico de tangente delta. Este artigo analisa, em nível técnico, a geração de cada onda e suas aplicações, conforme a IEEE 400.2.
Por Raphael Leite Menezes Santos — Especialista em Sistema Elétrico de Potência · Tecnvolt Engenharia (Recife/PE)

Resumo. Comparam-se as formas de onda senoidal e cosseno-retangular do VLF: princípio de geração, distribuição temporal do estresse, compatibilidade com a medição de tangente delta e descargas parciais, e os critérios de escolha conforme o objetivo (diagnóstico ou suportabilidade), à luz da IEEE 400.2.
A forma senoidal é uma onda contínua e suave, análoga à da rede, porém em frequência ultrabaixa. É gerada por fontes que sintetizam a senoide a 0,1 Hz com amplificação de alta tensão. Sua grande vantagem é a compatibilidade com o diagnóstico: a medição de tangente delta exige uma onda bem comportada para separar as componentes capacitiva e resistiva da corrente, e os critérios de avaliação consagrados (NEETRAC/IEEE 400.2) foram desenvolvidos com a referência senoidal.
A forma cosseno-retangular é gerada de modo distinto: o cabo (capacitância) é carregado lentamente e, ao atingir o pico, a polaridade é invertida rapidamente por um circuito ressonante/indutivo, repetindo o ciclo a 0,1 Hz. O resultado é uma onda que permanece mais tempo próxima do pico de tensão, com transições rápidas de polaridade. Esse princípio permite equipamentos mais leves, sendo comum em ensaios de suportabilidade.

As transições rápidas da cosseno-retangular impõem um perfil de estresse levemente diferente, e o tempo em pico de tensão é maior. Para suportabilidade (confirmar que o cabo resiste), ambas servem; a cosseno-retangular traz vantagem de portabilidade. Para diagnóstico (tangente delta, descargas parciais), a senoidal é a escolha técnica, por permitir medições precisas. A IEEE 400.2 reconhece as duas formas de onda.

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Falar com um especialista no WhatsAppSe o objetivo é avaliar a condição (medir perdas, criar linha de base, acompanhar tip-up), use a senoidal com diagnóstico. Se o objetivo é apenas confirmar a suportabilidade com equipamento mais leve, a cosseno-retangular cumpre o papel. Em ativos críticos, prioriza-se a senoidal com diagnóstico, pois o valor está em antecipar a degradação. A decisão considera classe de tensão, tipo de cabo e objetivo.
A Tecnvolt, empresa de engenharia elétrica de Recife/PE com atuação no Nordeste, seleciona a forma de onda conforme o objetivo e a condição do ativo, executa o VLF com segurança e integra tangente delta quando o foco é diagnóstico, conforme IEEE 400.2.
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Agendar um diagnóstico elétricoA senoidal a 0,1 Hz, por permitir medição precisa de tangente delta e descargas parciais e por ser a referência dos critérios consagrados.
Carregando lentamente a capacitância do cabo e invertendo a polaridade rapidamente por circuito ressonante/indutivo, repetindo a 0,1 Hz.
Sim, ambas operam tipicamente a 0,1 Hz (ciclo de 10 s); a diferença está no formato da onda.
Sim, reconhece tanto a senoidal quanto a cosseno-retangular, com aplicações distintas.
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