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Equipe da Tecnvolt em comissionamento de subestação com o CPC 100 da OMICRON
Equipe da Tecnvolt Engenharia em campo com o CPC 100 da OMICRON (maletas amarelas) durante comissionamento de subestação.

Uma malha de aterramento com baixa impedância não basta para garantir segurança: o que protege as pessoas é manter as tensões de passo e de toque abaixo dos limites toleráveis durante uma falta. Mesmo uma boa malha pode apresentar gradientes perigosos em pontos específicos. Por isso, a medição dessas tensões é parte essencial da avaliação de segurança de uma subestação — e o CPC 100 a realiza com a injeção controlada e a frequência variável.

Neste artigo explico o que são as tensões de passo e de toque, como o CPC 100 as mede e como avaliá-las frente aos limites.

Por Raphael Leite Menezes Santos — Especialista em Sistema Elétrico de Potência · Tecnvolt Engenharia · Tempo de leitura: 12–16 min

Medição de tensões de passo e de toque com o CPC 100.
Durante a injeção, mede-se o gradiente de potencial no solo (passo) e entre estrutura e solo (toque).

Resumo técnico

Durante uma falta, a corrente que escoa pela malha eleva o potencial do solo, criando gradientes. A tensão de passo é a diferença de potencial entre os dois pés (≈1 m) sobre o solo; a tensão de toque é a diferença entre a mão (em uma estrutura aterrada) e os pés. O CPC 100, injetando corrente em frequência variável, mede essas tensões em pontos críticos. Os valores são comparados aos máximos toleráveis (função do tempo de falta e do solo), conforme a IEEE 80 / NBR.

Quero medir tensões de passo e toque na minha SE

1. O que são tensão de passo e de toque

Quando uma corrente de falta escoa pela malha, o potencial do solo sobe e varia de ponto a ponto, criando um ‘perfil de potencial’. Uma pessoa parada sobre o solo fica submetida à diferença de potencial entre seus dois pés — a tensão de passo. Uma pessoa que toca uma estrutura aterrada (que está em um potencial) com os pés no solo (em outro) fica submetida à tensão de toque. Ambas podem ser perigosas se ultrapassarem os limites que o corpo humano tolera.

As duas tensõespasso = ΔV entre os pés (≈1 m)  |  toque = ΔV entre a mão (estrutura) e os pés

2. Como o CPC 100 mede

O CPC 100, com o CP CU1, injeta uma corrente de teste conhecida na malha (em frequência variável, para rejeitar o ruído do pátio) e mede a elevação de potencial nos pontos de interesse — sobre o solo, a um passo de distância (para o passo), e entre estruturas e o solo (para o toque). Como a corrente injetada é uma fração da corrente de falta real, os valores medidos são escalonados proporcionalmente à corrente de falta de projeto para obter as tensões reais esperadas durante uma falta.

3. Comparação com os limites

Tensões de passo e toque: por que medir e os limites.
As tensões medidas e escalonadas são comparadas aos máximos toleráveis (tempo de falta e resistividade do solo).

Os valores escalonados são comparados aos máximos toleráveis, que dependem do tempo de eliminação da falta e da resistividade da camada superficial do solo (a brita aumenta a tolerância). Se as tensões medidas excedem os limites, há risco — e a correção pode envolver acrescentar brita, adensar a malha, instalar condutores adicionais ou equalizar potenciais. A IEEE 80 e as normas brasileiras fornecem o método de cálculo dos limites.

Boa prática

Meça as tensões de passo e toque nos pontos críticos (cercas, portões, bases de equipamentos, perímetro). Escalone para a corrente de falta de projeto. Compare com os limites considerando o tempo de falta e a resistividade superficial. Onde exceder, projete a correção (brita, malha adicional, equalização).

Aviso técnico

A medição em SE energizada envolve risco de potenciais transferidos e de uma falta real durante o ensaio. A equipe deve manter procedimentos rigorosos de segurança (NR-10), afastamento e controle de área. Os limites de tolerância devem ser calculados conforme a norma aplicável, não estimados.

Pedir avaliação de tensões de passo e toque

Como a Tecnvolt Engenharia utiliza o CPC 100

A Tecnvolt Engenharia mede as tensões de passo e de toque com o CPC 100 e o CP CU1, em frequência variável, nos pontos críticos da subestação, escalonando para a corrente de falta de projeto e comparando com os limites da IEEE 80 / NBR. Indicamos as correções necessárias quando os valores excedem o tolerável. Atendemos a região Nordeste.

Falar com a Tecnvolt sobre segurança da malha de aterramento

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre tensão de passo e de toque?

A tensão de passo é a diferença de potencial entre os dois pés (≈1 m) sobre o solo; a de toque é a diferença entre a mão (em uma estrutura aterrada) e os pés. Ambas podem ser perigosas se ultrapassarem os limites toleráveis.

Como o CPC 100 mede essas tensões?

Injetando uma corrente de teste conhecida na malha (em frequência variável) e medindo a elevação de potencial nos pontos de interesse. Os valores são escalonados para a corrente de falta de projeto.

Com o que comparar os valores medidos?

Com os máximos toleráveis, que dependem do tempo de eliminação da falta e da resistividade da camada superficial do solo. A IEEE 80 e as normas brasileiras fornecem o método de cálculo.

O que fazer se as tensões excederem os limites?

Corrigir a malha: acrescentar brita (aumenta a tolerância), adensar a malha, instalar condutores adicionais ou equalizar potenciais nos pontos críticos, conforme o projeto.

Referências técnicas

  1. IEEE Std 80 — Guide for Safety in AC Substation Grounding (tensões de passo e toque e limites).
  2. IEEE Std 81 — Earth resistivity, ground impedance and surface potentials.
  3. ABNT NBR 15751 — Sistemas de aterramento de subestações (quando aplicável).
  4. OMICRON — documentação técnica pública do CPC 100 e do CP CU1.

As normas e marcas são citadas para fins técnicos e educativos. Confirme a edição vigente na fonte oficial.