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Equipe da Tecnvolt em comissionamento de subestação com o CPC 100 da OMICRON
Equipe da Tecnvolt Engenharia em campo com o CPC 100 da OMICRON (maletas amarelas) durante comissionamento de subestação.

A relação de transformação confirma que o transformador converte a tensão na proporção projetada. Como essa razão depende do número de espiras, qualquer desvio entre a relação medida e a de placa denuncia problemas — espiras em curto, comutador mal posicionado, erro de fabricação ou conexão incorreta. É um ensaio fundamental no comissionamento e após intervenções, e o CPC 100 o executa em todas as posições do comutador.

Neste artigo explico como o CPC 100 mede a relação de transformação e o que o desvio revela.

Por Raphael Leite Menezes Santos — Especialista em Sistema Elétrico de Potência · Tecnvolt Engenharia · Tempo de leitura: 12–16 min

Relação de transformação de transformadores com o CPC 100.
O CPC 100 aplica tensão e mede a relação entre enrolamentos, em todas as posições do comutador.

Resumo técnico

A relação de transformação é a razão entre as tensões dos enrolamentos, igual à razão de espiras. O CPC 100 aplica uma tensão e mede a induzida, calculando a relação e comparando-a à de placa em cada posição do comutador. O desvio aceitável é tipicamente de até ~0,5%. Desvios maiores indicam espiras em curto, conexão errada ou comutador mal posicionado. Mede-se também o desvio de fase. É complementar à corrente de excitação e à resistência de enrolamento.

Quero medir a relação de transformação do meu trafo

1. O princípio

Em um transformador, a razão entre as tensões dos enrolamentos é igual à razão entre o número de espiras, e está gravada na placa para cada posição do comutador. O CPC 100 aplica uma tensão conhecida em um enrolamento, mede a induzida no outro e calcula a relação, comparando-a com a de placa e expressando a diferença em desvio percentual. Também avalia o desvio de fase, útil para detectar problemas de ligação.

Relação e desvioa = VAT / VBT = NAT / NBT  |  desvio (%) = 100·(medida − placa)/placa

2. Medir em todas as posições do comutador

Relação de transformação: interpretação do desvio.
Desvio dentro de ~0,5% indica espiras íntegras; desvios maiores apontam para curto, conexão errada ou comutador.

O ensaio deve cobrir todas as posições do comutador (DETC e OLTC). A relação deve variar de forma suave e monotônica entre posições, conforme a placa. Uma descontinuidade revela um problema no comutador (contato, salto de posição). Em cada posição, o desvio em relação à placa deve ficar dentro da faixa aceitável (tipicamente ~0,5%).

3. O que o desvio revela

Um desvio elevado em uma fase aponta para espiras em curto naquela fase — defeito grave, frequentemente acompanhado de gases na DGA e de corrente de excitação anômala. Uma relação completamente fora costuma ser erro de conexão do ensaio ou comutador em posição diferente da informada — a ser descartado antes de concluir por defeito interno. Por isso, a relação é interpretada junto com a corrente de excitação e a resistência de enrolamento, formando um trio diagnóstico robusto.

Boa prática

Confirme a posição do comutador antes de cada medição e ensaie todas as posições. Use a relação de placa correta para cada derivação. Avalie o desvio por fase e o desvio de fase, e descarte erros de conexão antes de concluir por defeito interno. Correlacione com a corrente de excitação.

Aviso técnico

O ensaio é feito com o transformador desenergizado, isolado da rede e aterrado, com as conexões de teste corretamente identificadas. Embora a tensão de ensaio seja baixa, há indução nos demais enrolamentos; siga a NR-10.

Pedir ensaio de relação de transformação

Como a Tecnvolt Engenharia utiliza o CPC 100

A Tecnvolt Engenharia mede a relação de transformação com o CPC 100 em todas as posições do comutador, avaliando o desvio por fase e o desvio de fase e correlacionando com a corrente de excitação e a resistência de enrolamento. Entregamos laudo com diagnóstico de integridade das espiras e do comutador. Atendemos a região Nordeste.

Falar com a Tecnvolt sobre relação de transformação

Perguntas frequentes

O que o ensaio de relação de transformação detecta?

Verifica se a razão de tensões corresponde à de placa em cada posição do comutador. Desvios revelam espiras em curto, conexões erradas e problemas no comutador — é um teste fundamental de integridade do transformador.

Qual o desvio aceitável?

Tipicamente até cerca de 0,5% em relação à placa, em cada posição. Acima disso, há indício de problema que precisa ser investigado.

Por que medir em todas as posições do comutador?

Porque descontinuidades e desvios só aparecem em certas posições. Medir apenas uma derivação pode esconder problemas de contato ou de mecanismo no comutador.

O que significa relação fora junto com excitação alta?

É forte indício de espiras em curto ou problema no circuito magnético da fase afetada. A correlação entre relação, corrente de excitação e resistência torna o diagnóstico mais robusto.

Referências técnicas

  1. IEEE C57.12.90 — Standard Test Code for Liquid-Immersed Transformers (relação de transformação).
  2. IEEE C57.152 — Diagnostic Field Testing of Fluid-Filled Power Transformers.
  3. OMICRON — documentação técnica pública do CPC 100.

As normas e marcas são citadas para fins técnicos e educativos. Confirme a edição vigente na fonte oficial.